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04/28/2026O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil e Mobiliário de Belém (PA) vem a público manifestar sua solidariedade irrestrita ao companheiro Zé Maria, presidente do PSTU, condenado na última terça-feira, dia 28, pela 4ª Vara Criminal Federal a 2 anos de prisão sob a acusação de “racismo” — crime que, em sua essência, ele jamais cometeu.
O que está em julgamento não é um ato de ódio, mas um ato de consciência. Zé Maria foi condenado por exercer o mais fundamental dos direitos democráticos: o direito à voz, à denúncia e à solidariedade com um povo massacrado. Seu discurso em defesa do povo palestino, que denuncia o genocídio e o regime colonial imposto pelo Estado de Israel sobre a Palestina ocupada, representa exatamente aquilo que o movimento sindical e trabalhador sempre defendeu — a luta contra a opressão, em qualquer parte do mundo.
Trata-se de uma clara estratégia de intimidação e assédio judicial contra jornalistas, sindicalistas e figuras públicas que se recusam a calar diante de um genocídio televisionado ao vivo para o mundo inteiro.
Concordamos com Zé Maria quando afirma que essa decisão não possui qualquer sustentação histórica, política ou legal. A crítica ao sionismo não é, em hipótese alguma, uma forma de racismo ou antissemitismo. O sionismo é uma ideologia política de extrema direita, e equipará-lo ao judaísmo é uma deturpação deliberada que serve apenas para blindar um Estado que viola diariamente o direito internacional e os direitos humanos mais básicos.
A classe trabalhadora conhece bem os mecanismos utilizados pelo poder para silenciar vozes incômodas. Já sofremos na pele a criminalização de greves, a perseguição de lideranças sindicais e o uso do aparato jurídico como instrumento de controle político. O que fazem hoje com Zé Maria é parte desse mesmo arsenal.
Por isso, nos posicionamos com toda clareza:
✊ Liberdade de expressão e de pensamento político!
✊ Solidariedade ao povo palestino!
✊ Fora as mãos da Justiça sobre quem denuncia genocídios!
✊ Em defesa da democracia e contra a perseguição política!
Que esta condenação injusta não intimide nenhuma voz que se levante contra a barbárie. O silêncio diante do genocídio não é neutralidade — é cumplicidade.




