
STICMB discute campanha salarial com os trabalhadores em Belém (PA)
09/03/2026
Trabalhadores da construção civil de Belém rejeitam proposta salarial dos patrões
09/03/2026Pode haver nova greve dos operários e operárias da Construção Civil
R$ 6,00 de aumento na cesta básica de um pai ou mãe de família que vive do trabalho é humilhação!
É trágico e indignante, mas os empresários da Construção Civil parecem não conseguir se desvencilhar de uma concepção opressora que tanto marca a nossa história. Receber uma proposta de 0% de aumento real nos salários e míseros R$ 6,00 de reajuste na cesta básica, hoje fixada em apenas R$ 160,00, é humilhante e inaceitável.
Todos vimos os bilhões que essas empresas receberam durante a COP30. O que talvez nem todos tenham visto é que, desde então, o número de imóveis contratados pelo setor cresceu 101%, enquanto os preços aumentaram 10,54%. Ou seja, mais que dobrou a capacidade de vendas e de lucro.
Nós, trabalhadores e trabalhadoras da Construção Civil de Belém, repudiamos essa postura e nos dirigimos à população para denunciar essa tentativa de impor mais uma injustiça à categoria. Também alertamos para a possibilidade real de uma nova greve em todas as obras da Região Metropolitana de Belém.
Nossa categoria não presta formalmente um serviço público, mas nossas manifestações estarão nas ruas. Protestos, passeatas e mobilizações poderão fazer parte de uma eventual greve. Por isso, pedimos antecipadamente a compreensão e o apoio da população diante dessa situação.
Não podemos nos submeter a isso. Chega!
Ainda aguardamos o mínimo de seriedade do Sinduscon-PA, Sindicato dos Patrões da Construção Civil, no tratamento de nossa pauta. A proposta de 4,1% apenas repõe a inflação do período. Isso não é aumento real: é, no mínimo, a reposição de um direito já conquistado.
Enquanto recebem bilhões em recursos públicos, ampliam seus contratos e acumulam lucros, querem manter os trabalhadores submetidos a salários incompatíveis com o custo de vida. Não aceitaremos!
Nossa pauta:
10% de reajuste salarial;
Cesta básica de R$ 360;
Efetivação da promoção de mulheres profissionais;
Pagamento até o fim do mês;
Vale-transporte pago em espécie.
Belém, 27 de agosto de 2026.




