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07/30/2026O Dia de Proteção às Florestas, celebrado em 17 de julho, é um chamado à luta em defesa da Amazônia, dos demais biomas brasileiros e dos povos que há séculos garantem sua preservação.
O Brasil concentra cerca de 20% da biodiversidade do planeta, mas esse patrimônio segue ameaçado pelo avanço do desmatamento ilegal, da mineração predatória, da grilagem de terras e de um modelo econômico que transforma a natureza em mercadoria. A data também homenageia o Curupira, símbolo da resistência e da proteção das florestas contra aqueles que insistem em destruí-las.
Defender as florestas exige mais do que declarações de intenção. Exige enfrentamento aos crimes ambientais, demarcação e proteção dos territórios indígenas, valorização das populações tradicionais e fortalecimento dos órgãos públicos responsáveis pela fiscalização ambiental. O Ibama e o ICMBio precisam de investimentos permanentes, recomposição de seus quadros, melhores condições de trabalho e autonomia para combater o desmatamento, os incêndios criminosos e a exploração ilegal dos recursos naturais. Sem servidores valorizados e políticas públicas robustas, não existe proteção ambiental efetiva.
A realização da COP-30, em Belém, revelou ao mundo uma contradição que não pode ser ignorada. Enquanto governos e grandes empresas discursavam sobre sustentabilidade e economia verde, a capital paraense expôs as profundas desigualdades sociais vividas pela população amazônica. A floresta tornou-se palco de promessas e marketing ambiental, mas milhões de amazônidas continuam convivendo com a falta de infraestrutura, saneamento, moradia digna e políticas públicas. A defesa da Amazônia não pode servir apenas para melhorar a imagem de governos e corporações diante da comunidade internacional.
Durante a COP-30, o movimento sindical e os movimentos populares denunciaram essa contradição. O STICMB, ao lado da CSP-Conlutas e de outras organizações classistas e socioambientais, esteve presente nas mobilizações que questionaram a mercantilização da natureza e denunciaram a distância entre os discursos oficiais e a realidade vivida pelos povos amazônicos. As mobilizações realizadas em Belém deram visibilidade nacional e internacional às reivindicações dos trabalhadores e das populações amazônicas, reforçando que não existe justiça climática sem justiça social.
Neste Dia de Proteção às Florestas, reafirmamos que é hora de transformar promessas em ações concretas. Defender as florestas é defender a soberania nacional, os direitos dos trabalhadores e o futuro do planeta.




